{"id":32,"date":"2021-03-21T16:29:25","date_gmt":"2021-03-21T16:29:25","guid":{"rendered":"http:\/\/assimassado.pt\/blog\/2021\/03\/21\/our-delicious-soups\/"},"modified":"2021-03-21T16:54:30","modified_gmt":"2021-03-21T16:54:30","slug":"our-delicious-soups","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/assimassado.pt\/blog\/2021\/03\/21\/our-delicious-soups\/","title":{"rendered":"A que sabe o final de um solu\u00e7o?"},"content":{"rendered":"\n<h3>A um recome\u00e7o. A um rearranque. A uma boa reflex\u00e3o que justifique mais uma p\u00e1gina de um tipo a escrever.<\/h3>\n<p>Primeiro a escrita e agora, nos \u00faltimos anos, o som. S\u00e3o ambas paix\u00f5es e diferentes de abordar aquilo que mais gosto de fazer: ouvir e contar hist\u00f3rias. Tem sido assim nas quase duas \u00faltimas duas d\u00e9cadas. Talvez a pregui\u00e7a tenha abrandado o \u00edmpeto da primeira paix\u00e3o, que foi a escrita, mas n\u00e3o deixei, nem por um instante, de escrever.\n<\/p>\n<p>Tudo aquilo que fa\u00e7o tem por base escrever. Ali\u00e1s, mesmo quando estou aos microfones da Antena 3 &#8211; parceira important\u00edssima no trabalho do Assim Assado &#8211; sou p\u00e9ssimo a falar de improviso. Posso at\u00e9 nem ter textos escritos por completo, mas preciso quase sempre de ter uma folha rabiscada, de pontos-chave para dizer ou de um racioc\u00ednio minimamente anotado.<\/p>\n\n<p>Aqui h\u00e1 uns meses voltei a ter o desejo de voltar a escrever de uma outra forma. Como o estou a fazer agora, sem um objetivo muito claro e sem sequer saber bem se isto \u00e9 ou n\u00e3o para partilhar. Talvez seja, porque estamos todos \u00e0 procura de ser descobertos nem que seja s\u00f3 um bocadinho. Apanhei nas tramad\u00edssimas e distrativas redes sociais um workshop de escrita gastron\u00f3mica feito pelo Ricardo Dias Felner, jornalista e cr\u00edtico gastron\u00f3mico.<\/p>\n\n<p>Noutra altura da minha vida, menos pand\u00e9mica, talvez tivesse virado a cara e talvez prosseguisse o meu desinteressado scroll. Talvez n\u00e3o tivesse vontade de, no final de um dia de trabalho longe de casa, ainda ir enfiar-me em mais um espa\u00e7o fechado a ouvir gente a falar e explicar-me, a+b, o que \u00e9 que fa\u00e7o mal ou que podia fazer melhor. Ou at\u00e9 que nem sabia. Desta vez, no conforto do lar &#8211; e mesmo sabendo que ia voltar a sentar-me ao computador no final do dia &#8211; aceitei o auto-desafio e eis-me de volta ao banco da escola.<\/p>\n\n<p>Boa decis\u00e3o, escrevo hoje. Primeiro porque estou a escrever. Segundo porque tenho mais coisas para ler. Terceiro porque o primeiro desafio que O Homem Que Comia Tudo fez \u00e0 turma foi para nos apresentarmos, de forma curta, porque isto das leituras \u00e9, na maior parte das vezes, algo chato. \u00c9 mesmo: nem sei se tenho pachorra para reler o que escrevi nestes par\u00e1grafos aqui em cima, quanto mais fazer com que algu\u00e9m chegue agora a este ponto.<\/p>\n\n<p>Em pouco mais de dez minutos saiu-me esta curta apresenta\u00e7\u00e3o que, para os interessados e que ainda n\u00e3o conhecem o podcast Assim Assado &#8211; que faz se-deus-quiser tr\u00eas anos em junho &#8211; pode servir perfeitamente para ficarem a saber quem eu sou. E \u00e9 porreiro isto, de numa apresenta\u00e7\u00e3o, apresentar-me.<\/p>\n\n<p>Ora, Bruno Martins &#8211; e \u00e9 aqui que come\u00e7a\n\u201dJornalista que escreve e fala sobre dois sectores em crise: a Cultura e a Restaura\u00e7\u00e3o. Sirvo tudo em pratos diferentes: na r\u00e1dio Antena 3 e no podcast \u201cAssim Assado\u201d. Na m\u00fasica j\u00e1 tenho ouvidos para tudo. Na comida, j\u00e1 s\u00f3 n\u00e3o papo couve-flor, mas tamb\u00e9m tempos houve em que n\u00e3o gostava de rap. A receita \u00e9 a mesma: continuar a provar.\u201d<\/p>\n\n<p>\u00c9 aqui que recome\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A um recome\u00e7o. A um rearranque. A uma boa reflex\u00e3o que justifique mais uma p\u00e1gina de um tipo a escrever. Primeiro a escrita e agora, nos \u00faltimos anos, o som. S\u00e3o ambas paix\u00f5es e diferentes de abordar aquilo que mais gosto de fazer: ouvir e contar hist\u00f3rias. 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