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Episódio 43: Michele Marques

Uma mercearia em pleno coração alentejano que se tornou num restaurante de referência. A Gadanha é, há sete anos, um espaço onde a chefe Michele Marques trabalha uma cozinha alentejana criativa, ousada, com os produtos e os sabores da região.

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A Gadanha está de volta ao serviço. Tal como em todos os outros restaurantes, o tempo de confinamento já lá vai e o restaurante e mercearia de Estremoz, espaço onde muitos chefes estrelados gostam de ir petiscar e comer, volta a ter a sua sala aberta.

“Quero ver a sala com pessoas”, desabafa Michele. “Quero ver os meus colegas de sala a sorrirem – por trás da máscara, claro – [a sorrirem] com os olhos e receberem os clientes como sempre receberam. E nós da cozinha, que temos uma janelinha e conseguimos ver a vida da sala, também a conseguir passar alguma empatia. Já chega! Queremos voltar a ver pessoas satisfeitas”, sorri.

Foram tempos de muito trabalho praticamente a solo. O confinamento obrigou a Gadanha a encontrar soluções de sobrevivência no take-away, com Michele e o sócio Mário Vieira a aguentarem o trabalho durante quase dois meses. No entanto, nunca perderam o foco daquilo que é missão da casa construída em conjunto: gastronomia alentejana, com toques contemporâneos, com o sabor a ser resgatado dos produtos típicos da região que conferem o sabor clássico da espantosa cozinha do Alentejo.

De Petrópolis para Estremoz

Michele Marques nasceu no Brasil – em Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro – mas foi já em Portugal que se tornou chefe de cozinha. Foi em Estremoz que, em 2009 – depois de se formar na Escola de Hotelaria de Portalegre e estagiar no estrelado restaurante Feitoria com João Rodrigues – abriu a Mercearia Gadanha.

Em 2013 – e depois de muita pressão da parte dos clientes da mercearia, que iam pedindo a Michele mais um petisquinho para juntar à merenda de fim de dia – acrescentou-se mais uma sala para tornar a Gadanha também em restaurante. Esse espaço tornou-se numa referência da nova gastronomia alentejana. onde a chefe e a sua equipa trabalham numa cozinha alentejana, inspirada num receituário clássico, mas assente numa outra ousadia.

“Na Gadanha só não encontram pratos tradicionais alentejanos, porque eu não me arrisco a fazer o que as mães, as avós ou as tias fazem tão bem aqui na zona.”

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