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Episódio 33: Paulo Amado

Há mais de duas décadas que Paulo Amado é figura central na gastronomia em Portugal enquanto ativista, curador gastronómico, organizador de eventos e jornalista. Escutá-lo hoje é também escutar o bater de coração de uma geração de cozinheiros apavorada, mas de mangas arregaçadas, em pela crise (inesperada) da restauração.

Foto © Luís Ferraz

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Este é um episódio que chega uma semana mais cedo porque, como tinha dito no último episódio, o Assim Assado quer tentar ajudar como pode nesta altura: nem que seja com conversas de reflexão, de desabafo e, sobretudo, de partilha de ideias.

O Paulo Amado já era um nome na minha “shortlist” de convidados para o Assim Assado, tendo noção de que é uma figura central da gastronomia portuguesa nas duas últimas décadas, um verdadeiro dínamo “fora” das cozinhas e dos restaurantes, primeiro enquanto jornalista, depois como responsável das Edições do Gosto, a empresa por trás de projetos como a revista Intermagzine ou o site E-Taste; e de eventos como o Congresso dos Cozinheiros, Chefe Cozinheiro do Ano ou Jovem Talento da Gastronomia.

#Resistir

#Resistir. é a palavra de ordem por estes dias. E tem sido aquilo que Paulo Amado tem feito, num trabalho também ele doméstico – online, via Skype: conversas com chefes, com cozinheiros, a medir o pulso aos sentimentos; a dar-lhes espaço e voz para se exprimirem longe das bancadas da cozinha.

Quis ouvir o Paulo para podermos conversar um pouco sobre o momento difícil que se vai vivendo na restauração em Portugal, que afeta todo o sector, produtores incluídos. Sublinhando a importância da palavra #resistir, lembrando que é importante também agir e não ficar de braços cruzados – e é o que vamos vendo, todos os dias, a ser feito quer por restaurantes quer por produtores em múltiplas iniciativas, seja com propostas de take away, seja com entregas em casa, ou, simplesmente, com iniciativas criativas de discussão e debate.

Neste episódio do Assim Assado converso com o Paulo Amado sobre as dificuldades destes dias, mas também desses atos corajosos de muitos dos espaços tentarem manter-se ativos, muitas vezes a montarem novas estruturas de negócio num momento de grande dúvida e incerteza.

A ideia era aproveitar a experiência de Paulo Amado, e a ligação a cozinheiros, para medir o pulso ao setor. A verdade é que a conversa foi muito mais do que isso: apesar de estar de volta dos tachos para o seu almoço…

Carne de tacho para o almoço porque “estes tempos convidam a confecções longas”

… e falámos muito mais do que apenas dos dias de hoje,

O Paulo Amado falou-me do seu trabalho como jornalista, como biógrafo, das relações próximas que criou com tantos e tantos cozinheiro. Falámos da história da sua família, no Algarve, e do seu trabalho – como ele diz – de curador gastronómico.

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