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Assim Assado powered by Zomato: Alex Atala

3o de novembro de 1999: Alex Atala inaugurava, em São Paulo, no Brasil, aquele que se tornaria num dos mais importantes restaurantes na América do Sul, o D.O.M. O Assim Assado celebra-o com uma entrevista com o chefe brasileiro.

Encontramos Alex Atala num sábado de manhã, no Porto, depois da palestra que fez no último dia do Melting Gastronomy Summit, na Alfândega. Uma sala cheia para o ver fazer uma coisa que não costuma fazer assim tantas vezes: conferências em português. “No Brasil não faço muito… só posso fazer mesmo aqui em Portugal e não venho tantas vezes como gostaria”, diz-nos, antes de nos sentarmos à conversa para o Assim Assado.

O chefe brasileiro do D.O.M. aparece muito bem disposto e satisfeito com a conversa com a audiência sobre alguns pilares daquilo que é a sua cozinha – que são, no fundo, a sua maneira de estar: Saber, Comer, Cozinhar, Produzir e Natureza.

São vectores que sustentam o trabalho criativo na cozinha de alguém que já não é só um dos mais influentes nomes na história da gastronomia mundial: Alex Atala é um cozinheiro-ativista. Os seus restaurantes (e o D.O.M,, em particular, que abriu há precisamente 20 anos – 30 de novembro de 1999) são só uma das faces que dá visibilidade a esse lado das causas do chefe. “O D.O.M. nasceu com o compromisso de fazer comida brasileira”, recorda. A outra face do seu trabalho é o instituto ATÁ, que trabalha para dar voz e espaço ao trabalho de muitos produtores e de comunidades espalhados pelo Brasil.

Os 20 anos do D.O.M.

“A relação do homem com o alimento tem que ser revista”, sublinha Alex Atala, por diversas vezes – tanto na sua palestra, como nesta conversa com o Assim Assado.

No final da conversa, e já de microfones desligados, entre histórias de jiu-jitsu e de viagens recentes pela Europa, Atala contou-nos sobre os dias anteriores passados com os manos Adria, em Barcelona. No Tickets Bar do El Barrio, e de surpresa, a meio do jantar, apareceu um bolo de aniversário a celebrar os 20 anos do D.O.M. – “Foi a melhor prenda que alguém me podia ter dado”, confessou, emocionado, Atala.

A conversa prosseguiu:
– Qual é mesmo a data de fundação do D.O.M.?
– Depende. Temos dois dias: 30 de novembro de 1999 era quando era para ser inaugurado. Chamei os convidados, amigos e familiares, mas nesse dia não conseguimos ter instalação de gás pronta. Então tive de servir uns pratos frios… (sorri). No dia seguinte, 1 de dezembro, já com o gás instalado, conseguimos fazer a inauguração oficial.

Aproveitamos a data da bonita história da abertura meio informal de um dos mais importantes restaurantes da América do Sul – a casa criativa de um ativista e de alguém que procura, todos os dias, tirar da cozinha a dimensão do seu trabalho, para celebrar também os 20 anos do D.O.M. Uma conversa powered by Zomato que fecha o ciclo de entrevistas naquele que foi o primeiro congresso internacional de gastronomia em Portugal, o Melting Gastronomy Summit.

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